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"Rota do Queijo" impulsiona turismo de experiência no Serro (MG)
Projeto valoriza a tradição e a gastronomia local
Radioagência Nacional - Por Patrícia Araújo
Publicado en 04/08/2026 10:11
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© TV Brasil / Divulgação

O Serro é uma viagem no tempo. Um retorno ao Brasil Colônia, onde as casas têm mais janelas do que paredes, as ruas ainda são forradas de pedras e todos se conhecem pelo nome.

“Se você falar, rua Rio Branco, rua Rio Branco. Não, Rio Branco não sei onde fica... Não, não, lá na casa de Simone de Riquim. Ah, tá. Na casa de Simone de Riquim. Entendeu?

Quem explica esse hábito mineiríssimo é a chef Simone Cardozo, dona do restaurante Quintal de Vó, um charmoso bistrô, que fica no município do Serro.

“Eu comecei o quintal exatamente com esse intuito, sabe? Meu objetivo era exatamente esse. Proporcionar. Como eu amo a comida da minha mãe, eu amo a comida nossa do Serro, então a minha vontade era proporcionar a quem chegasse até a minha casa, né? Que aqui é a minha casa. E tivesse essa sensação gostosa de comer uma coisa... Por exemplo, casa de vó”.

O Quintal de Vó faz parte do projeto “Rota do Queijo”, coordenado pelo Sebrae e outras entidades que buscam impulsionar o turismo de experiência na região do Serro. O restaurante foi selecionado por causa das receitas a base de queijo minas artesanal. Uma delas é o bolinho de rala, uma iguaria feita da sobra do queijo, como explica Simone.

“O produtor, para ele poder levar o queijo para o mercado, o queijo acaba ficando com o formato da forma, fica não tão regular, então é passada uma peneira muito fininha, geralmente um ralinho muito fininho. Então, eles passam em volta do queijo para alisar a superfície do queijo e ele ficar apresentável. Então esse produto que sobra é a rala, então ele é vendido principalmente para fazer quitandas”.

A receita foi aprovada pela Kele Vesperman, analista de negócios do Sebrae, que viu ali uma oportunidade de valorizar a tradição e dar visibilidade à gastronomia local.

“É a coletividade, é a gente trabalhar a gastronomia, é trabalhar a produção rural, é trabalhar o mercado, é trabalhar a nossa governança. Isso eu acho que vai trazer um resultado efetivo e que vai trazer dinheiro para um território que já é tão conhecido e um produto tão premiado, tão valorizado e muito gostoso também”.

Nas mãos da chef Simone, a receita tradicional ganhou até apelido carinhoso, Dona Julieta e Seu Romeu.

“Então, aqui tem o nosso molhinho, tá? Que é a nossa julieta, que é uma goiabada. Ela é dissolvida e reduzida na cachaça”, explica a chef.

*Com a produção de Claiton Miranda, música de Marcos Felipe e sonoplastia de José Alves,
Fonte: Radioagência Nacional
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Radioagência Nacional.
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